10 setembro 2008

Breve análise sobre o "MITO DA CAVERNA"

Escrevi este texto em forma de trabalho de faculdade no curso de jornalismo para um amigo e depois de um tempo resolvi coloca-lo aqui, espero que gostem.
Pois bem, muitas vezes, nos sentimos aprisionados, e permanecemos aprisionados por uma grande parte da vida, alguns até por toda a vida, por quê? Os grilhões e as correntes da “caverna” são a nossa ignorância e tudo aquilo que permitimos nos aprisionar, que não nos permite sair em busca do conhecimento, aquilo que nos faz ver apenas “sombras” do que é, na verdade, a realidade, tais como: a religião, preconceito, filosofias sociais, subculturas populares falsas, falta de estudos, preguiça, conceitos políticos, vícios, afinal, aquilo que não nos permite pensar e refletir e o que não nos permite caminhar e poder analisar ou pensar sobre o que vemos. O que não nos permite “virar o pescoço” e olhar para os lados.

Preso nas correntes e nos grilhões, as pessoas, na situação filosófica real de suas vidas, vêem aquilo que querem ver, e não o que existe de verdade no mundo real. Nos dias atuais, as pessoas não se preocupam com o conhecimento que podem adquirir, com a sabedoria que possam ter ou com a razão que, por natureza, elas possuem, pois hoje em dia, a “televisão” pensa por eles, tudo que se precisa o “marketing” os apresenta como necessário, não se pensa se realmente se faz necessário gastar R$300,00 numa calça jeans! Se gasta mais numa peça de roupa do que numa mensalidade escolar para o filho, o consumismo compulsivo nos dias de hoje é uma das correntes que aprisionam a mente das pessoas.

As correntes e grilhões são como cabresto que não permite ao menos olhar ao redor e ver o que se passa, isso limita a visão, dando uma visão parcial, quase nula da essência das coisas, a realidade em si.


É necessário olhar a volta e, com sabedoria, pensar sobre tudo, pois dependemos da razão, é ela que nos difere dos animais. Platão referia-se as pessoas de seu tempo, com suas crenças e superstições. O filósofo era como um fugaz apto a sair de suas amarras que detêm o homem normal às suas confianças ilusórias e, a partir de então, buscar a verdade, consegue assimilar e interagir com um mundo maior e real. Ao tentar transmitir essa visão de mundo, seria mal-entendido pelas pessoas, e seria visto como mentiroso e corruptor da ordem vigente.

Resumindo, o senso comum é o que prende o homem no fundo da caverna, é preciso sair do senso comum, do fundo da caverna, e ver o que o mundo lhe prepara.

A LUZ DO SOL

Em relação à luz do sol, pude ver no texto do mito da caverna que, enquanto dentro da caverna, a luz apenas se projeta para dentro dela, reflete-se na água e a água distorce um pouco a luz do sol.

Pensando em relação a essa parte da alegoria com o pensamento filosófico, vi que a água é um agente que distorce a luz do sol, logo, no mundo das idéias a luz do sol refletida é apenas um surto de consciência dos seres humanos normais, e que sua visão afetada, não consegue entender certas situações, que “dentro da caverna”, ele não é capaz de entender que a luz vem do sol, e que o mesmo é capaz de regular as estações, que governa tudo no mundo visível e que dentro da caverna seria impossível entender o sol e o mundo visível.

Aos que conseguem se libertar e ver o mundo afora, o sol a principio pode ofuscar a visão devido a sua luz intensa, o conhecimento no início parece estranho, pesado e loucura, a vontade de voltar para dentro da caverna é sedutor, mas vontade da busca é mais ainda. Aos que se envolve com a cultura e o conhecimento, o doce sabor da vitória e da satisfação de conhecer quem tu realmente és.

Todo ser racional em total consciência de suas faculdades psíquicas merece estar sentado em um sofá esperando a morte busca-lo sem haver uma busca a luz do dia, não são loucos os que realmente pensam, e sim os que preferem a ignorância de ser comandado pela alienação da escuridão do seu interior sem essência.

"Não somos mais do que aquilo que pensamos, não é os mesmos do minuto anterior, a luz do sol, mesmo refletida, é chamativa, onde há vontade, há capacidade de busca, mesmo estando acorrentado."

“Depois de haver esbanjado luz e calor sobre o mundo, o sol recolhe
os seus raios para iluminar-se a si mesmo.”

“Não podemos viver a tarde de nossa vida segundo o programa da
manhã, porque aquilo que era muito na manhã, será pouco na
tarde, e o que era verdadeiro na manhã, será falso no entardecer
(...) a tarde da vida humana deve ter também um significado e uma
finalidade próprios, e não pode ser apenas um lastimoso apêndice
da manhã da vida.”

JUNG, C. G. As Etapas da Vida Humana. Obras Completas. Vol. VIII. Petrópolis: Vozes, 1984, p. 417
2
JUNG, C. G. As Etapas da Vida Humana, p. 416-417.

O sol, a meu ver, pode ser colocado também como um estado de consciência, como um ser humano estar ciente de si mesmo e do mundo real. De manha o sol esbanja luz ao mundo. Do meio-dia em diante o sol, num momento de esplendor, parece redirecionar seus raios para dentro, para si mesmo, ele deixa de tão somente servir para ver a si mesmo, interiorizar-se para refletir, Platão parece estabelecer duas fases da vida, tempos mais tarde sendo estabelecido também às etapas de Jean Piaget, então Platão, psicologicamente falando, também expõe o mito a psicologia. O amadurecimento do individuo relacionando o sol ao desenvolver-se durante o dia ao desenvolvimento do ser humano durante a vida, há uma fase da vida do homem em que ele se volta para si e faz uma auto-analise, e o que se faz é a busca por respostas.

O ser humano é mutável, ou seja, está sempre mudando, se refazendo, nada é eterno, nada permanece como verdade para sempre.
O MUNDO ILUMINADO PELO SOL

O mundo real, um mundo iluminado pelo sol, a razão permite vê-lo, permite enxergar e ampliar a “visão”, abrir a mente para um mundo desconhecido.

A verdade permite libertar-se da escuridão e vê-lo amplamente e ir em busca de conhecê-lo, provar das coisas existentes, verem a realidade das situações e deixar a ignorância de lado e ir para fora, sem se preocupar e buscar por um “eu” melhor.

Um mundo onde o que é honesto e belo está em tudo a idéia do bem é o que rege todo esse mundo, mas é a ultima lição a ser apreendida e com muita dificuldade. No mundo visível há luz, você pode ver e analisar todas as coisas. Pode provar a existência como um tudo, a luz deixa claro o pensamento, e a busca é o caminho para o aprimoramento do pensamento baseado no conhecimento.

No mundo inteligível, a opinião é soberana, e dispensa a verdade e a inteligência; e é preciso vê-la para se comportar com sabedoria na vida particular e na vida pública.

O mundo iluminado pelo sol é o mundo das idéias produzido pelo conhecimento, é a visão que deixa de ser dedutiva para ser aprimorada, onde não se estabelece relação com meras projeções. O mundo de fato agora existe e pode ser tocado, pode ser visto e refletido.

A vida torna-se uma busca incessante por “algo a mais”, por provas de si mesmo. Além do mundo real que estava lá fora, o ser também torna-se real, por estar consciente de si mesmo e dos outros homens existentes no mundo real.


O PRISIONEIRO QUE SE LIBERTA E SAI DA CAVERNA

Este prisioneiro é o filosofo, por estar livre condiciona-se a ser filosofo, pois detêm o conhecimento a ser transmitido aos outros prisioneiros que continuam tendo apenas ilusões provocadas por projeções. A função deste prisioneiro livre é transmitir o que viu aos que não viram, ou seja, transmitir o conhecimento real das coisas, sem ilusão, sem mentiras, somente a verdade do que ele mesmo vê.

Quando este mesmo volta à caverna, é tido como mentiroso, a mudança causa espanto, as boas novas parecem mentiras, pois o fato de estar acomodado é visto pelo prisioneiro como melhor do que ter que ter o trabalho de subir até a superfície e ver e realmente pensar no que realmente a vida é, o prisioneiro (filósofo) que libertou-se e viu a realidade e agora volta para contar, é tido como louco, pois o que é mais fácil de compreender para aquelas mentes aprisionadas é o melhor caminho, quando não é.

A liberdade tem um preço a ser pago, a vontade e o esforço INDIVIDUAL, isso não pertence ao senso comum, normal nos dias atuais.

O mundo das cavernas precisa da razão, para conseguir subir ao mundo real, o mundo das idéias.

A consciência leva ao mundo das idéias, é o esforço necessário para sair do marasmo e do conformismo, idéia principal para se filosofar.



O INSTRUMENTO QUE LIBERTA O PRISIONEIRO

O instrumento que liberta o prisioneiro, e que ele usa para libertar os outros é a consciência de sua situação, a consciência de que há algo lá fora e está esperando para ser visto por ele, que as projeções são feitas por algo mais

O conhecimento de si mesmo liberta, o conhecimento de que há mais liberta, que a realidade dentro da caverna não é tudo que existe, há um mundo lá fora que pode produzir aquilo; “que tal ir ver o que é?”

Nossa mente não pode ficar parada, nada é tão boa que não exista algo maior a ser vivido, nenhuma existência é tão real que não pode ser transcendida por outra.

Mas sempre há quem contradiga o conhecimento, os prisioneiros que restaram na caverna questionavam veementes o que o prisioneiro liberto dizia, o fatos que ele usava para libertar seus amigos era a verdade, a consciência de que a caverna não era o lugar ideal para um ser humano estar, eu a ignorância não era digna de ser vivida por seres racionais, infelizmente não era todos que o ouviam.

Penso que, o que o filosofo passa para poder libertar o cativo da ignorância, não é fácil ganhar uma alma, convencer aquele que não quer pensar, que prefere alienar-se não é tarefa fácil; como dizia Pascal: "O homem está sempre disposto a negar tudo aquilo que não compreende", essa é uma verdade vivida pelos que tem um certo nível de sabedoria e vê o que se passa no mundo daqueles que não se preocupam em buscar o conhecimento para si.

“Viver no mundo das idéias, é assumir a solidão de seu próprio mundo”-Mauro Lima


Penso que, concluindo ente pensamento, podemos ter um caminho a vista, e graças a razão, temos luz para iluminar o trajeto.
“A filosofia é a medicina da civilização”-Nietzsche. O mundo precisa de filosofia, ou seja, de ter pensamentos próprios, pois o senso comum não é razão em uso, e sim o ato de pensar transforma o ser dominado numa alma inteligente e plausível sem restrições a mente, sua capacidade de voar com os pés no chão é enorme, tudo se transforma em bem, o ato de pensar é o divino em nós.

Fico a pensar, se Deus nos fez sua imagem e semelhança, a nossa semelhança com ele é a razão, ele nos deu essa maravilha nos permite sermos impares, e sermos individuais na multidão e não “mais” um em meio a multidão

Como disse Immanuel Kant: “Não se ensina filosofia, ensina-se a filosofar”, a filosofia é o remédio contra o caos que vive a humanidade, é remédio para os povos se libertarem da alienação dos grilhões que as prendem num senso comum ditador e burro que não os deixa pensar direto e só os deixam ver reflexos de luz, ter flash’s de consciência, e não de fato, ser proprietário do bem comum inerente ao ser humano, que é a razão.

Deixemos a preguiça de lado e comecemos a ver o que está a volta, o que se passa em nosso meio social, cultural, econômico, enfim, em tudo o que estamos intimamente ligados.

Todo homem é capaz de analisar seu passado, viver plenamente seu presente e projetar um futuro pleno de qualidade e não ser servo do senso comum que nos torna alienados dia após dia.

08 setembro 2008

O que na verdade somos?

Saudações!
Quero criar aqui um debate, com este poste pretendo criar uma discussão que peço aos leitores desse blog a passar adiante, debata com seus amigos este tema.
Observando o dia-a-dia de um animal, vi, é claro, que eles são totalmente dependentes da natureza da qual eles integram, e também nós seres humanos fazemos parte. Bem, o que quero colocar aqui é que pelo fato dessa dependência deles quanto a natureza, eles conseguem sobreviver muito bem, e graças a essa dependência eles tem total LIBERDADE, e no seu estado natural os animais podem evoluir tranquilamente sem ter que destruir ou fazer uso exagerado daquilo que eles dependem, ou seja, a natureza. Associei isso ao ser humano, será que temos mesmo que nos separar da natureza para ter uma vida social, tranquila, racional e com um certo conforto? Será que temos que abusar da natureza de uma forma exagerada para termos uma "evolução? Será que os "Fins justificam os meios" neste caso? A venda pode trazer tantos benefícios quanto se estivéssemos integrados a natureza de uma forma mais "animal? A respostas para todas essas perguntas, penso eu, é NÃO.
Permitam-me explicar porque! Vocês devem estar pensando: "O cara ta viajando demais", não, eu não estou viajando demais. Podemos ter uma evolução sadia, sem exageros, sendo seres humanos naturais, dependendo da natureza, ou seja, sendo animais e ao mesmo tempo racionais, podemos ter uma casa, podemos nos alimentar, podemos viver como seres humanos, podemos ter maquinas. A diferença é que não deveria haver abusos, o ser humano é racional, não é?! Então poderíamos, numa boa, pensar em como viver na natureza sem nos separar dela devido aos abusos.
Eu te pergunto, de onde vem seu alimento? de onde vem a água que você toma? Entenda que escrevo este poste para criticar de como vem sendo feitas as coisas pelo ser humano, estamos nos destruindo em nome da evolução, estamos caminhando para o lado errado e tudo em nome do consumismo. Será que não estamos caminhando para o lado errado? Será que não estamos fazendo uma "evolução" errada? PODEMOS SIM SER DEPENDENTES DA NATUREZA, sem deixar de fazer a evolução. Os cientistas são tão inteligentes e capazes mas estão destruindo tudo, a cura de qualquer doença começa pelo psicológico, pela mudança de pensamentos, pela dissociação daquela doença pela mente, o corpo é fácil de curar com o conhecimento que os cientistas têm e pela química oferecida pela própria natureza.
Nada contra a evolução, penso que ela deve ser feita, mas de uma forma que não traga consequências a natureza e logo ao homem.
Pense e veja que podemos sim ser dependentes da natureza. Sei que muita coisa não tem mais volta, mas sei que tem muita coisa pela frente e se não mudarmos o rumo das coisas, estaremos perdidos.
Não estou falando em ir morar no meio do mato, mas to falando de necessidades reais, não abandonar o que você precisa, mas tomar um rumo novo, uma forma diferente de vida sem estragar o que é real, o que vamos deixar de herança para os netos, grana? NÃO, vamos deixar uma vida plausível, uma vida possível, e não um planeta em declínio, não uma catástrofe que pode matá-lo.
Pense no que escrevi e POR FAVOR, passe a frente esta discussão, não dependemos de tecnologias super avançadas que nem ao menos chegam a grande população, mas sim de uma evolução que de fato nos ajude sem destruir a fonte da vida humana.
Obrigado